Terminei de ler O Oposto e, claro, ele me fez pensar em muitas coisas. Ele me forçou a me despir do meu cinismo cuidadosamente vestido pela profissão de editora. Ou melhor, desde lá atrás, quando fui “forçada” a fazer Direito em vez de seguir o caminho que queria.
O curioso é que naturalmente terminei seguindo o caminho que queria. Porém, cínica. E acho que esse é o ponto que você queria chegar com O Oposto. Ou melhor, com todas as suas obras.
Você também busca botar pra fora toda a sua dor e, de alguma forma, conseguir lidar com ela, seu demônio-melhor-amigo-companheiro-de-viagem.
Não acho que seja sua melhor obra, mas entenda que isso não significa que ela seja ruim. Bem pelo contrário. É excelente! Mas eu tenho certeza de que você criará algo muito incrível quando conseguir se permitir escrever coisas maravilhosas, deixando de lado aqueles que perderam a capacidade de sonhar, deixaram de ser criança e se tornaram… cínicas.
Você tem muito o que falar, criar, sonhar e fazer, colocando no papel e nanquim — eita
Acabou a energia aqui
Pera
Já volto
(Quando escrevi este texto, estávamos na fase em que não podia chover na locomotiva do Brasil que a energia faltava. Então gostaria de agradecer à ENEL pelo primoroso final do texto.)



Engraçado que achei que era o seu gás que tinha acabado e que você estava indo dormir... Talvez tenha sido isso, também, mas os parênteses finais dedicados à ENEL deixam bem claro o papel fundamental que eles representam em sua vida! :)
ResponderExcluirE volte sempre, com ou sem ela.